fbpx

contar uma história a partir dos media

Henry Jenkins, em Transmedia Storytelling 101 (2007) aponta a novas práticas de comunicação em que a narrativa de um meio comunicacional possua um ambiente que possa ser explorado e incorporado em novos conteúdos, gerando a oportunidade dos consumidores interagirem com o produto final em diversas plataformas.

O autor norte-americano invoca várias definições conceptualizando a temática, afirmando que o Transmedia Storytelling é um processo onde elementos ficcionais, dispersos em vários canais de comunicação e plataformas se juntam, coordenando-se, com o objetivo de criar um produto destinado a uma experiência de entretenimento para o consumidor. Esta dispersão em vários canais leva a que se crie uma sinergia. É do interesse das cadeias de produção de entretenimento que um franchise tenha potencialidade para ser expandida noutros meios comunicacionais de forma a que haja um maior entendimento e, por conseguinte, uma experiência cada vez mais imersiva com o público. Essa configuração económica leva a que a expansão intermediática seja cada vez menos uma alternativa, mas sim uma necessidade.

O conhecimento exponencial do público nas narrativas de entretenimento deve-se ao seu contínuo engajamento em comunidades de fãs, como por exemplo, o FANDOM, uma espécie de enciclopédia digital aberta onde todos podem submeter factos sobre a narrativa de um franchise, como por exemplo, o mundo de Harry Potter. Todo o conteúdo lá submetido sobre a sua narrativa é a junção da história que está dispersa em vários canais: nos filmes, livros, peças de teatros, entrevistas e tweets da autora, J.K. Rowling.

Jenkins afirma que este fenómeno e processo de world-building é um tipo de prazer diferente daquele em que o consumidor consegue almejar todo o potencial da narrativa de uma só vez, quando por exemplo sai de uma peça de teatro a saber toda a história altamente estruturada com princípio, meio e fim.

O Transmedia Storytelling é também uma forma de inteligência coletiva. Termo cunhado por Pierre Levy para se referir a novas estruturas socias que possibilitam a produção e circulação de uma forma de inteligência dentro de uma sociedade em rede, onde cada um dos seus agentes agem em conjunto de forma a solucionar problemas ou para chegar a uma resposta, gerando assim uma comunidade com valor assente na sua inteligência coletiva.

Jenkins dá o exemplo da série Lost, onde os seus fãs, na segunda temporada, juntam-se num esforço interativo para tentar decifrar o significado das atividades da Hanso Corporation na ilha. A narrativa musical de Twenty One Pilots é também um bom exemplo dessa dinâmica interativa.

Artigos criados 44

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Artigos relacionados

Digite acima o seu termo de pesquisa e prima Enter para pesquisar. Prima ESC para cancelar.

Voltar ao topo