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julien baker & hanif abdurraqib: meditação em palco

No Eaux Claires, festival de artes criativas, sem qualquer cartaz previamente anunciado e sem motivos lucrativos, sendo que o income seria somente para cobrir os gastos de produção do festival, cabia aos artistas convidados surpreender o público através das suas performances.
Estes, tinham toda a liberdade para integrar nos seus espectáculos qualquer supresa que quisessem apresentar, já que o objetivo de Eaux Claires é prioritariamente a colaboração inter-artística, aliada a novas formas de representação e fruição.

Num dos dias do festival, coube a Julien Baker surpreender o público que se encontrava no espaço onde iria ocorrer o concerto – não anunciado. A vocalista norte-americana, cujo mais recente trabalho, Turn Out the Lights, é conhecida por apresentar nos seus concertos uma dinâmica simples: geralmente é acompanhada pela sua Telecaster, pelo seu piano e Camile Faulkner, violinista e sua amiga de infância. No entanto, é a sua voz o instrumento principal que utiliza contar o seu vício com as drogas, com amores vividos e amizades ultrapassadas.

Uma das canções que apresentou neste dia foi Claws in Your Back, que contou com a participação muito especial de Hanif Abdurraqib, poeta e crítico de música com artigos escritos para o NY Times, inclusivamente, um deles retratava esta canção de Julien Baker como uma das 25 canções para o futuro:

In “Claws in Your Back,” Baker talks about the idea of suicide as aninvisible, but always hovering, animal: “So try to stay calm, ’cause nobody knows/The violent partner you carry around/With claws in your back, ripping your clothes/And listing your failures out loud.” At the end of the song’s first verse, she sings, “I’m conducting an experiment on how it feels to die,” and then there is a full seven-second beat before she concludes the thought: “or stay alive.” That interval of silence defines the stakes for the song: She is fighting through whatever is holding her underwater, grappling with the choice of whether to stay in this world or leave it.

Foi a própria Julien Baker que convidou Andurraqib para fazerem esta colaboração em palco, apenas uma noite antes do espectáculo acontecer, sem que tivesse sido propriamente ensaiado: ”Eu sei que o meu trabalho é por em palavras este tipo de sentimento, mas não há palavras para encapsular o que fizemos neste concerto. Foi lindo, algo que sei que o público irá guardar consigo nos próximos tempos. Foi o exemplo perfeito de uma performance orgânica que este festival tem a possibilidade de criar.

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